Expedição Excelência - IPHAN aprova salvamento de blocos com arte rupestre na UHE Jirau

31-05-2012 15:03

 

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através da Superintendência de Rondônia, aprovou a retirada de dezesseis blocos rochosos contendo arte rupestre, do tipo gravura, da UHE Jirau para serem expostos à comunidade. O material pertencerá ao acervo do Museu à Céu Aberto que será instalado no distrito de Nova Mutum, em Porto Velho/RO.
 
De forma preventiva, isto é, antes do início das obras, foi pesquisado 100% da Área Diretamente Afetada pela Usina, evitando quaisquer impactos ao Patrimônio Arqueológico. Além destas atividades, mantiveram-se os monitoramentos durante as obras, garantindo, assim, a preservação de possíveis achados acidentais.
 
Segundo o arqueólogo do IPHAN/RO, Danilo Curado, as pesquisas identificaram 45 sítios na totalidade, sendo 20 deles na área do Canteiro de Obras e os outros 25 sítios na área do Reservatório. “Este número é expressivo e vem a corroborar com os dados da Amazônia, onde a bacia do rio Madeira possui relevância imprescindível para a Arqueologia brasileira”, afirmou Curado.
 
Arte Rupestre
 
De acordo com o Superintendente do IPHAN/RO, Beto Bertagna, foram retirados dezesseis blocos com gravuras rupestres do sítio Ilha do Padre 2, localizado no Canteiro de Obras da UHE Jirau. “A motivação da retirada dos blocos visou a futura reconstituição da ambiência do sítio no Museu que será criado em Nova Mutum. No local, os munícipes e demais visitantes poderão contemplar a arte rupestre, além de outros artefatos de natureza arqueológica.”, explana Bertagna.
 
Os dezesseis blocos represtam uma amostragem da arte rupestre amazônica e, expostos de forma musealizada, alcançarão uma gama infindável de turistas e pesquisadores. Ademais, os interessados terão a possibilidade de acompanhar as gravuras através de modelagens e reconstituições virtuais. “Todas as medidas estão sendo tomadas para que haja uma verdadeira proteção ao Patrimônio Arqueológico do Brasil, possibilitando o conhecimento para o público e informações inéditas para a ciência arqueológica”, completa Bertagna.
 

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