Resgate histórico de casarões renova o centro do Rio

14-05-2012 17:23

Aimorés. Nos Planos, a restauração na íntegra de duas das nove casas e a reconstrução da décima, que ruiu em 2008.

 

Gestação. Fischer levou nove meses para retomar o imóvel em Ipanema, tombado em 2003.

 

Encontrar as várias cores de paredes e janelas e, lá no fundo, descobrir o tom original, fazer funcionar de novo um elevador esquecido há décadas e partir apenas de uma fachada parcialmente destruída para erguer um casarão de três andares são alguns prazeres dos arquitetos que fazem obras em imóveis tombados no Rio. O caminho até tudo ficar pronto, no entanto, é tortuoso. Requer pesquisa, aprendizado e paciência para enfrentar a burocracia do poder público.

 
O baixo preço dos imóveis é um atrativo para os investidores, mas o alto custo das obras e o esforço para obter autorizações de várias instâncias de governo são os principais entraves. Apesar das dificuldades, a paisagem do centro e da zona sul tem sido modificada nos últimos anos com a reforma de belos casarões antes desocupados.
 
Em um dos pontos mais cobiçados de Ipanema, no número 234 da Avenida Vieira Souto, de frente para o mar, a casa construída em 1938 voltou à cor original e teve portas e janelas recuperadas durante a obra para abertura do Restaurante Vieira Souto, em dezembro. "É um trabalho muito delicado, feito por um especialista em prospecção. Vimos camada por camada das paredes e madeiras. Encontramos azul, marrom, bege e amarelo, até que chegamos à primeira camada. Então puxamos a pigmentação e conseguimos chegar à cor marfim, com detalhes de branco", conta o arquiteto Eduardo Fischer, autor do projeto e responsável pela obra do restaurante.
 
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